Essa sucessão familiar é bem característica das mulheres que integram o agronegócio, como forma de aperfeiçoar a atividade e torná-la mais rentável.
“Protagonizar uma atividade culturalmente masculina, vencer as limitações de se produzir no Ceará com as adversidades impostas pelo clima, a distância da família (as fazendas distam 530 km de Fortaleza) e todas as dificuldades próprias do setor é um desafio constante que só consegue vencer por muito amor mesmo.” Comenta a pecuarista sobre as adversidades do meio rural.

O apoio da família foi fundamental. Quando optou em trabalhar na fazenda reinventou-se: foram horas de estudos, pesquisas, buscas de conhecimento, mudar toda logística de funcionamento da empresa, investir em tecnologia, driblar preconceitos, etc.
“Estamos mais conscientes da demanda mundial pela produção de alimentos e da importância desse setor que alavanca a economia do país. Produzir mais, em menos tempo, em áreas menores e sempre atentos a sustentabilidade, faz do nosso país o celeiro do mundo.”, reforçou Candice.

O que mais motiva essa mulher é o amor. Amor pelo trabalho no campo e por continuar a história da família.
Nesse universo de significados interior tem conquistas e trocas de experiências com os colaboradores que são sua segunda família e fazem dessa jornada um caminho cheio de realizações.
É no contato com a natureza e levando a bioada que a nossa agroinspiradora constrói a sua estrada da vida.

CURIOSIDADE: Em 2020, o resultado de uma pesquisa feita pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) atestou que as mulheres que atuam no agronegócio são responsáveis pela gestão de, no mínimo, 30% do segmento — muito acima do registrado na indústria (22%) e na área de tecnologia (20%). Isso significa em números que o setor do agro feminino movimenta cerca de US$ 165 bilhões, ou seja, 8% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, uma vez que o agronegócio representa 25% do PIB total. v(Fonte: Diário do Nordeste)